Recomeço
- 13 de jun. de 2016
- 3 min de leitura
É engraçado, sou muito boa com palavras (quando escritas, claro) mas com você até elas ficam mais difíceis. Não digo difíceis por não ter o que dizer mas por não saber organizar e expor claramente tudo que eu gostaria de falar. O mau jeito ao vivo você já reparou mas eu prometo que eu melhoro com o tempo. Você também não é dos melhores quando se trata de demonstrações de afeto mas acho que já aprendi a interpretar algumas, como as mordidas repentinas e o beijo estalado no ouvido. Eu também não sei como expor essa coisa esquisita que tá crescendo aqui dentro mas a gente aprende. Juntos! Eu nunca soube lidar muito bem com os meus sentimentos. Me desconcerto toda, me encho de dúvidas, busco entendimento embora já tenha me conscientizado de que essas coisas do coração não são tão simples de entender e na maioria das vezes a gente nem deve. Tenho dificuldades de verdade, sempre crio uma certa resistência, não demonstro nem metade do que eu sinto, mas eu sinto e é sobre isso que quero falar. Por conta do meu escudo defensivo sempre tinha um "mas" que destruía todo e qualquer futuro de relacionamento. Ele é legal, mas... Gosto dele, mas... Com você não foi diferente. Já arrumei tantos "mas", me questionei tantas coisas, arrumei a mala algumas vezes e começa aí a diferença, eu arrumei mas não fui embora. Eu nunca exito em ir embora. Se você soubesse quantas vezes repensei a escolha, voltar nem sempre é algo inteligente a se fazer. Nem sempre, em alguns casos é sim. Aquela história de hora certa se encaixa bem, acredito sim que tudo tem um porque e tudo acontece no tempo certo, foi porque tinha que ir, voltou porque era pra voltar. A gente mudou tanto nesse intervalo, eu aprendi tanto com a vida, to aprendendo tanto com você e por isso, hoje eu acredito que é possível sim construir uma história.

Você tem sido muito mais importante do que imagina, tô aprendendo a ser mais flexível e com isso descobri que ceder não é vergonha. Tô aprendendo a ser mais tolerante e mais paciente, aliás, já estava na hora daquela criança mimada me abandonadar. As coisas não são como nem quando eu quero e ok. Tô aprendendo a usar o "nós" depois de tanto tempo conjugando os verbos na primeira pessoa. Não sei se dá pra entender bem, isso tudo pode parecer tão pequeno, tão simples, mas pra mim tá tendo um significado enorme. Eu, que sempre quis estar por cima, ser a famosa "fodona", hoje só quero estar ao lado. Do seu lado. A gente perde tanto tempo com besteira, santa maturidade, acho que ela tá chegando por aqui. Agora é a hora que você deve está se perguntando aonde eu tô querendo chegar, qual o intuito do texto, qual a conclusão disso tudo. Eu não sei te responder muito bem, só sei que deu vontade de falar, acho importante a gente falar o que tá sentindo, eu não consigo falar com a voz, então. Em resumo, tô feliz e confiante, não sei lidar com tanto sentimento nascendo dentro de mim mas tô de peito aberto pra aprender, acho até que a gente tá indo bem. Obrigada pela paciência, por não ter me dado atenção durante as minhas tentativas de fuga e apesar de toda minha maluquice não ter desistido de nós. Desculpa as grosserias espontâneas, a falta de dotes de menininha e não desiste de mim.























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