A verdade sobre os fins.
- 30 de mai. de 2016
- 2 min de leitura
Meu coração me ligou hoje cedo e me avisou que o fim ta próximo. Mais um relacionamento que tinha tudo pra dar certo e não vai dar. Um cara legal, divertido, bom coração, boa família, bons amigos. Compatibilidade total de gostos. Quase uma loteria. Pois é, quase. Fiquei pensando porque a história sempre se repete independente dos personagens. Semanas de interesse e entusiamo e um final apático. Não importa se dura uma semana ou seis meses, ninguém fica.

Analisando bem eu vejo que na verdade a real é que ninguém nunca chegou de fato. Por mais que eu mesma não consiga entender, a verdade é que a casa ainda tá cheia, não tem espaço pra mais um, e é por isso que todos tem prazo de validade, já chegam com data de partida. Alguns dias de distração, uma esperança nasce no fundo do peito, uma mensagem de bom dia hoje, um boa noite amanhã. Uma semana, duas, três, chega. Parece magica. É exatamente assim, de um dia pro outro, que acaba o interesse. O que acontece é que eu começo a comparar. Começo a lembrar de como já foi, mesmo tendo sido uma merda sem fim, e me dá saudade. Dá saudade porque o que foi ta longe de ser o que é agora, algum sentimento parecido com o que eu senti um dia nunca mais fez nem cosquinha. Eu escuto uma música que me lembra você e meu coração no mesmo segundo ja reage. Eu lembro que ele tem que continuar na dele porque não tem remédio, oração ou milagre capaz de salvar a nossa história e tento focar novamente no momento agora. Aonde estou, com quem estou... já era. Daí agora é só ladeira abaixo. A mensagem me irrita, a presença me incomoda. Mais um fim sem motivo, mais uma tentativa em vão. O que acontece é que eu me auto saboto, eu crio problema, arranjo defeito, invento motivo, juro de pé junto que eu tentei mas não bateu. Não teve compatibilidade, não rolou química, não teve tesão, nem frio na barriga e muito menos as tais borboletas no estomago. Todos eles vão embora, alias, eu não deixo ninguém ficar, e tudo isso é fruto de apenas uma razão: Nenhum deles é você.























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