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Boa Sorte!

  • 18 de abr. de 2016
  • 3 min de leitura

Poderia ter me dito tanta coisa bonita, poderíamos ter conversado sobre tantas coisas interessantes. Mas não. O assunto era pouco e o pouco era praticamente desnecessário. Elogios nunca eram feitos, críticas, por brincadeira sem graça ou não, choviam aos montes. Sempre odiei ser regulada, controlada, vigiada, criticada, comandada, ordenada, e todos os "adas" que façam eu me sentir invadida. Sempre tive personalidade forte e independência no sangue. Não é a toa que meu pai me chama carinhosamente de "bicho brabo", um ex namorado dizia que eu era indomável e sinto por diversas vezes um olhar da minha mãe como quem se perguntasse: Da onde veio isso? Saiu de mim? Eu sei que como dizia Caetano, quando a gente gosta a gente cuida, mas sou mais adepta a filosofia de Osho. " Se você ama uma flor não a colha."

- Foi malhar ? Tem que ir pra academia.

- Fala baixo!

- Bebe menos!

- Já estudou hoje?

- Para de fumar.

Se as pessoas soubessem o quanto esse tipo de cobrança me irrita, me estressa, desencadeia algum ser dentro do meu coração que pula aqui dentro e me revira inteira, elas parariam, mesmo que amorosamente, de se meter nesse tipo de assunto da minha vida. Citando mais uma vez um grande compositor, as vezes faço o que eu quero e as vezes faço o que eu tenho que fazer. Assim como a maioria de vocês, acredito eu. Eu não sigo a dieta a risca todos os dias, eu tenho preguiça de estudar algumas vezes, eu quero ir tomar uma cerveja hoje ao invés de ir pra academia. E sabe a real? Foda-se! Eu não quero ser uma rebelde sem causa que faz o que bem entende quando dá na telha, não é isso, mas em pequenas coisas do dia a dia eu vou sim me permitir, me respeitar. Amanhã eu faço. Semana que vem eu vou. No próximo mês eu volto. Ta tudo certo!

Tínhamos tudo pra dar certo. Ou não. Assumo! Mas esse foi o ponto principal da chavinha virar pro outro lado e desligar o encantador. Eu sou intensa mesmo. Eu falo alto mesmo. Tenho riso frouxo mesmo. Rio de idiotice. Não vou virar Panicat por pura gula e preguiça. E sabe o que eu descobri? Ta tudo bem! O mundo não vai acabar. Nem por eu ser assim, nem por ele não gostar que eu seja assim. O que vai acabar, aliás, já acabou e a gente é que tá enrolando pra cortar os fios que ligam os nós, é essa história.

Não vou fazer a Gabriela e dizer que nasci, cresci e vou ser sempre assim. A gente muda com tempo, melhora, aprende, amadurece, mas pela gente, não pelos outros. Algumas pessoas podem contribuir com a mudança, claro que podem, mas no final de tudo é a gente pela gente mesmo e só. Tem tanta gente legal querendo espaço, tanta gente que vai me amar do jeito que eu sou, tanta gente que já me acha perfeita mesmo com tanto defeito. Tem diferença querer ajudar e se preocupar, e querer que a outra pessoa mude pra satisfazer os seus desejos e as suas expectativas. Eu posso sim rever muita coisa em prol de um bem maior, relacionamento é via de mão dupla e todo mundo tem que cooperar pra dar certo, ceder daqui, ceder de lá, mas me transformar em Barbie dos sonhos, principalmente, de uma pessoa que tá longe de ser príncipe encantado? Isso nunca!

Quem não aguenta meus defeitos, não merece minhas qualidades. Eu só torço, verdadeiramente, pra que nessa busca da mulher perfeita ele não perca a mulher da vida dele no caminho. Não era eu, mas pode ser a próxima e ele não vai enxergar porque ta procurando uma coisa que não existe, inclusive ele mesmo tá longe de ter: perfeição. Boa sorte!


 
 
 

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