Seletivos
- 4 de nov. de 2015
- 2 min de leitura

Acredito que na medida que vamos amadurecendo nós vamos definindo melhor nossas prioridades. Sofrer só por algo que realmente valha a perda de tempo, discutir só se for realmente necessário, ou construtivo, claro. Importância a gente passa a dá apenas a quem ou o que mereça, a opinião dos outros, por exemplo, tem cada dia menos influência no nosso sono. Com o amor não é diferente, a gente toma mais cuidado, a gente tenta se precaver o máximo que der... Não tô dizendo que ficamos amargos, ficamos apenas mais seletivos.
Pra embarcar em uma história a gente fica mais atento a coisas que não eram tão relevantes num passado próximo. Os critérios mudam, a tal da peneira afetiva ganha cada dia mais buraquinhos, o que faz com que cada vez mais, menos pessoas fiquem.
Se antes a lista de critérios era imensa e ao mesmo tempo não existia nenhuma, hoje ela é pequena porém bem mais efetiva. A ilusão de encontrar o príncipe encantado já foi por água abaixo, a gente não busca mais perfeição e preza mais por compatibilidade. Aquela ideia de que os opostos se atraem também foi embora, os gostos tem que ser parecidos. Ninguém é igual, nem seria legal que fosse, é bom ter alguém pra agregar outras opiniões, outras perspectivas e porque não nos apresentar coisas novas, mas hoje a gente sabe que namorar um típico amante da natureza quando se tem pavor de mosquitos é completamente inviável e não há amor que segure.
A gente analisa melhor os ambientes, os gostos, as ideias de futuro, os sonhos de vida. Uma pessoa que quer se especializar em outros idiomas e ir tentar a vida fora do pais não terá futuro algum com alguém que não vê a hora de juntar umas economias e se mandar pro sossego do interior da cidade, tem que ter sintonia.
Sintonia, ta aí, a palavrinha define bem tudo que eu tô falando. A gente não preza mais o rostinho bonito, o papo legal e o sexo maravilhoso, a gente procura sintonia, tem que tá, como dizem por aí, na mesma vibe.
Já dispensei pessoas ótimas, em todos os sentidos, simplesmente porque o estilo de vida era diferente, os gostos eram outros, enfim... Essas pessoas encontraram ou virão a encontrar pessoas que estejam no mesmo momento que elas e eu um dia encontrarei alguém que esteja no mesmo momento que eu. Isso é encontro e é isso que eu vejo cada dia mais as pessoas procurando... Companhia, todo mundo tem!























Comentários