Indefinido
- 25 de ago. de 2015
- 2 min de leitura

Uma incógnita, é isso que você é pra mim. Eu nunca consigo entender ou explicar esse turbilhão de sentimentos que você desperta dentro de mim. Você me inquieta demais e isso me assusta, me agonia. Sempre me pergunto se toda essa confusão é fruto de algum sentimento que eu ocultei e hoje não consigo identificar ou é apenas mais uma das minhas confusões. Gosto de arrumar razão pra tudo que eu sinto e embora eu saiba que sentimento apenas se sente, você não sabe as voltas que a minha cabeça dá tentando descobrir se isso não passa de carência, fulga, válvula de escape… Já listei tantas opções de motivos pra ficar sempre tão embaralhada quando o assunto é você, e as vezes eu acho que todas elas não passam de desculpas inventadas na tentativa de não assumir que é sentimento mesmo, paixão, amor, carinho, sei la, algum membro dessa família ai. Você é como se fosse minha quinta estação. Todo ano tem um pedacinho seu, uma época sua, época essa que eu me desconheço e me atrapalho toda. A gente até tenta, pelo menos eu acho que tenta, torto, errado, mas tenta, mas em todos esses anos a gente nunca conseguiu sair da página 1, nunca achou o tom, o ponto certo e assim como toda estação, sempre chegamos ao fim. O furacão passa, a gente se perde de novo, vai tropeçando por ai até se esbarrar outra vez, e é disso que eu tenho medo. Cada esbarrão bagunça mais tudo aqui dentro, e ao contrario do que diziam, o tempo continua não trazendo resposta nenhuma, ele só me deixa mais perdida, confusa e assustada. Até quando? Por que tantos (des)encontros ? O que a gente sente? Aliás, será que a gente sente? Desisto! Quanto mais perguntas, menos respostas. Sempre passa, vou esperar passar, de novo. Ano que vem eu tento outra vez.























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